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‘Painel: Alcântara, Quilombos e Base Espacial’ discute impactos sociais do Acordo de Salvaguardas no território quilombola

3 de Maio de 2019, 16:54 , por Maxwell Guerra Cunha Santos - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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O ‘Painel: Alcântara, Quilombos e Base Espacial’ organizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) e Secretaria de Estado Extraordinária de Igualdade Racial (Seir), foi realizado, nesta terça-feira (30), no auditório do Palácio Henrique de La Rocque. O seminário teve participação do governador Flávio Dino, da subprocuradora-geral da República, Deborah Duprat, do professor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e antropólogo, Alfredo Wagner, do presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alcântara (STTR), Antônio Marco Diniz, e do quilombola e coordenador geral do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe), Leonardo dos Anjos.

Na mesa de abertura, o secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular Francisco Gonçalves destacou a necessidade de pensar o projeto e o desenvolvimento da base sem excluir ninguém e assegurar direitos. “É importante que fique claro para a sociedade brasileira e para a população de Alcântara qual o impacto social, econômico e territorial da Base, por isso se faz tão importante esse momento de discussão”, disse ele. O governador Flávio Dino ressaltou a necessidade de garantir contrapartidas sociais para benefício concreto da população. “Agora o momento é de debater os passivos sociais para os interesses dos povos tradicionais quilombolas”, afirmou, destacando ainda que nenhuma família seria removida de seu território em Alcântara durante seu governo.

A garantia se deu após as falas do presidente do CTTR, Antônio Diniz, que expôs a desigualdade e o histórico de luta e sofrimento do povo: “Nós não somos a favor do acordo, porque a base até hoje não trouxe nenhum benefício para as famílias de Alcântara, só ficamos com a fumaça do foguete”; e também do quilombola Leonardo do Anjos, que ressaltou o medo das famílias de serem remanejadas do local onde nasceram seus ancestrais.

A situação fundiária em Alcântara e os problemas históricos da região sobre a titulação de terras e empobrecimento das famílias também foi destacado de forma mais pericial na fala do antropólogo e professor da UEMA, Alfredo Wagner, que foi endossada também pela subprocuradora-geral sobre a exclusão das comunidades tradicionais nos projetos de desenvolvimento em todo o país.

 

Tão científico quanto as questões técnicas do acordo, como ponderou Leonardo dos Anjos, o evento reuniu ainda, os deputados federais Márcio Jerry e Bira do Pindaré, membros das comissões de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CTCI) e a de Direitos Humanos e Minorias, respectivamente, além do dirigente do Centro de Lançamento de Alcântara, Coronel Aviador Marco Antonio Carnevale, o defensor público geral do estado, Alberto Bastos, senadores, secretários de estado, membros da Aeronáutica, pesquisadores e professores da área de humanas e exatas, e diversas representações da sociedade civil organizada de São Luís e Alcântara, em um intenso debate que se estendeu muito além do horário previsto. Para acomodar todos os inscritos, um telão com transmissão simultânea foi instalado na área externa do auditório.

Fonte: ASCOM/SEDIHPOP


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